E assim foi.

 

Eu estava sentindo aquilo de novo.

De querer chorar com palavras, de ouvir batidas no violão e lembrar de um nós que ainda sequer existe e nunca poderia existir, como se eu tivesse o tempo todo olhando o pôr-do-sol, esperando você chegar. Esperando isso acontecer, e Deus… Eu ainda estou. Mesmo que você jamais saiba disso.

Eu continuo rezando aqui, por olhos castanhos, por uma pele bronzeada, por um sorriso singelo, por uma pessoa que eu só quero aqui.

Eu. Estou. Sentindo essa coisa dentro de mim, e me apaixonando, lenta e gradativamente, inevitavelmente e indubitavelmente, por olhos que eu nem conheço, por lábios que nem vi, por um todo que eu só imagino.

Por alguém muito maior que eu, muito longe de onde estou.

Conto as horas, conto os minutos, e sinto que poderia abandonar uma parte de tudo que eu tenho hoje para ter você aqui. É estranho mas é inevitável. É assim que foi. É assim que é.